3.4.13

Visões da última estrada

A arte se esconde
feito cascavel no cerrado
E o homem irrompe
grande idiota iluminado
no paraíso destelhado

Trote, homem, anda!
Besta abobada no Mato
Feio é ver que lhe espanta
o gemidinho noturno nato
E patético perde o tato

Olha bem, sacripanta!
Ouve as frases do cascalho
feito as ancas duma santa
lhe roçando o tom paspalho
Veneno não é chocalho!

Terrivelmente cadentes
– E é Terrível e Negro o manto
que abriga o dissidente –
E o Céu inteiro se adianta!
incinerando espíritos mancos

Nenhum comentário:

Postar um comentário