3.4.13

Final do ciclo

Passei toda a noite
descobrindo e delirando
Entre surtos e poemas
tomava cada coice!...
Saborosos enfisemas
tremeluzindo e cantando

Não aguentava mais

e tinha ainda a roupa
pra estender no varal
das alucinações materiais
Arrastava os olhos assim
num transe exausto
E já nascia o Sol
pra esmagar o meu fim

Mas eis que o meu restante

vi estampado no firmamento
Voltei a ser só folha no vento

E reanimei tranquilo em sê-la

Na boca da Lua minguante
e no olho da sua Estrela

2 comentários:

  1. Aqui dentro do escritório, lendo poesia (aliás, já tinha lido algumas da nova safra dias atrás). O vento dá até o ar da graça, uivando na janela. Que vontade de dormir ouvindo esse som selvagem e mais nada. Mas um desgraçado de um alarme sonoro não para de alarmar meus sentidos. Se eu fosse o presidente do mundo ou um pastor onipotente, eu pegava o dono desse alarme (que está tocando desde a tarde sem parar) e punha esse amaldiçoado numa sala fechada e escura, com um heavy metal bem alto, e deixava ele lá, até morrer esturricado de barulho.

    ResponderExcluir
  2. Que linda manifestação.

    ResponderExcluir