3.4.13

A Tona

Quando no baixo do mar
o pulso zilhano do sol
no denso flutuo do líquido
deseja o sonho do ar
sem terra sem fogo farol
deseja a emersão do espírito
força o pesado lençol
espesso pra cima esquisito
marulho respiro abafar
balança os membros pro céu
no sob da água e do ar
subindo subindo no sal
puxando do molho do véu
o fio invisível ingênuo
na goela esperança fiel
dois hidros e o oxi no gênio
nos poros encharca a memória
confusa chegando que sonha
a história que ronda o milhênio
puxa e puxa são olhos luz!
puxa e puxa lento no coma
parto na soma sem volta
caindo ao contrário no alto
tamanha vontade acordar
chegando chegando bioma
força e força incauto!
despenca do fundo no raso
vertigem de a goma acabar
vem vindo vem vindo lançar
que coma a força do espaço
braços e pernas e boca
já bebem o claro fotoma
agora os olhos abertos
enxergam o azul de chegar
no impulso do susto secreto
nascer da fronteira sem par
irrompe de Deus em Deus
cruzando na vaga eterna
a linha tênue na tona

e vai sozinho no vento
e no ocaso dos olhos voar

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